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QUARTA-FEIRA, 7 DE JANEIRO DE 2026 - Horário 11:40
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ECO/ PRNewswire - 77% das empresas globais mudam o foco em eficiência e passam a usar IA como estratégia de crescimento e inovação, aponta estudo da Thoughtworks

Quase metade dos líderes empresariais espera aumento de mais de 15% na receita com IA em 10 anosA IA agêntica está emergindo como uma prioridade, com 35% das organizações considerando-a um foco principalSÃO PAULO, 7 de janeiro de 2026 /PRNewswire/ -- De acordo com uma nova pesquisa da Thoughtworks, consultoria global de tecnologia que integra design, engenharia e IA para impulsionar a inovação digital, 77% dos líderes empresariais mudaram suas estratégias de IA, passando da redução de custos para o crescimento e a inovação. Entre as grandes empresas, essa mudança sobe para 92%.

A pesquisa entrevistou 3.500 tomadores de decisão de TI e líderes executivos, juntamente com 3.500 consumidores nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Índia, Brasil, Singapura e Austrália.

Os resultados mostram que a IA está rapidamente deixando de ser uma ferramenta administrativa para se tornar um fator determinante no desempenho da receita. Vinte e sete por cento dos executivos em todo o mundo esperam um crescimento de receita de até 10% com IA no próximo ano. Índia e Brasil são os mais otimistas, com 49,2% em cada mercado esperando um aumento de receita superior a 15% em cinco anos. A Alemanha é mais cautelosa, com 28,8%, e a Austrália, com 20%. Quase metade dos líderes globais espera que a IA proporcione um aumento de receita superior a 15% em uma década.

A IA agêntica também está emergindo como uma clara linha divisória na velocidade com que as regiões estão avançando. Globalmente, 35% dos líderes afirmam que a IA agêntica agora é uma prioridade máxima. A Índia lidera com 48,6%, seguida por Singapura com 40,8% e o Reino Unido com 40%. O Brasil aparece com 28,2% e os Estados Unidos com 28%, enquanto a Austrália registra 23,4%. A Alemanha fica próxima da média global com 31%, mostrando interesse constante, mas aceleração mais lenta.

"Isso marca uma mudança estrutural na forma como as organizações planejam o crescimento", disse Rachel Laycock, diretora de tecnologia da Thoughtworks. "Os líderes não estão mais perguntando o quão eficientes podem se tornar. Eles estão perguntando o quão expansivos podem ser. As organizações que estão avançando mais rapidamente são aquelas que integram a IA ao núcleo de suas operações."

O Brasil se destaca como um dos mercados mais otimistas em relação ao impacto econômico da inteligência artificial. Quase metade dos líderes empresariais brasileiros (49,2%) espera que a IA gere um aumento de receita superior a 15% nos próximos cinco anos, índice alinhado ao da Índia e acima de mercados maduros. Esse otimismo, no entanto, convive com um ritmo mais gradual de adoção de tecnologias avançadas: apenas 28,2% das organizações no país apontam a IA agêntica como prioridade estratégica, percentual abaixo da média global. Ainda assim, o mercado brasileiro mostra sinais claros de que a IA está sendo incorporada como alavanca de crescimento e geração de valor, e não apenas como ferramenta de eficiência operacional, com 50% das empresas relatando aumento líquido na criação de novas funções impulsionadas pela colaboração entre pessoas e sistemas de IA.

A pesquisa também mostra uma mudança significativa dentro dos conselhos administrativos em todo o mundo. Mais da metade das empresas pesquisadas agora têm um Diretor Executivo de IA. A adoção do cargo é maior na Índia e no Brasil e menor na Austrália e na Alemanha, que ficam atrás da média global. Entre as organizações com um Diretor Executivo de IA, 72% afirmam que o cargo detém autoridade orçamentária e responsabilidade pelo retorno do investimento.

"O papel do Diretor Executivo de IA não é mais experimental", disse Shayan Mohanty, Chief AI Officer (CAIO) da Thoughtworks. "Ele está no centro da estratégia. As empresas que estão se destacando são aquelas que fazem da IA parte de sua base, em vez de um projeto paralelo."

Os consumidores permanecem céticos

Embora a confiança empresarial esteja aumentando, muitos consumidores ainda não têm certeza de como a IA afetará seu dia a dia. Globalmente, 21% dizem que a IA não terá impacto sobre eles nos próximos cinco anos. No Reino Unido, esse número sobe para 38% e nos Estados Unidos chega a 32%. O ceticismo é menor em mercados como o Brasil e a Índia, onde os consumidores relatam maior exposição a serviços assistidos por IA. As preocupações também variam bastante entre as regiões. O medo da desinformação é maior nos Estados Unidos e no Reino Unido, enquanto a demanda por transparência é mais forte no Brasil e na Índia.

Apesar dessas preocupações, a maioria dos consumidores relata experiências positivas com IA. 72% dizem que a IA está agregando valor ao seu trabalho ou vida pessoal. Um quarto dos entrevistados afirma que a IA os ajudou a aprender uma nova habilidade e 13% dizem que usaram a IA para criar uma nova fonte de renda.

A IA remodela o talento e o crescimento do emprego

As descobertas desafiam os temores comuns de que a IA levará à perda generalizada de empregos. Globalmente, 84% dos líderes empresariais afirmam que a IA está aumentando o talento, não o substituindo. A criação de empregos varia muito entre os mercados. A Índia lidera com 57,1% das organizações relatando um aumento líquido nas funções criadas por meio da colaboração entre humanos e IA. O Brasil vem em seguida, com 50%. Os Estados Unidos registram 36% e a Austrália, 33%. Em todo o mundo, 22% das organizações afirmam ter criado novas trajetórias de carreira impulsionadas pela IA que não existiam antes.

O estudo mostra que a IA não está eliminando a ambição. Ela está expandindo. As empresas que tratam a IA como uma forma de elevar seus funcionários construirão vantagens competitivas mais fortes.

Recursos de apoio:

Leia mais sobre as [descobertas da pesquisa|https://edge.prnewswire.com/c/link/?t=0&l=pt&o=4590984-1&h=2883894869&u=https%3A%2F%2Fwww.thoughtworks.com%2Finsights%2Freports%2Fbeyond_the_bottom_line_unlocking_AI_top_line_growth&a=descobertas+da+pesquisa].Mantenha-se atualizado com as notícias da Thoughtworks visitando o [site|https://edge.prnewswire.com/c/link/?t=0&l=pt&o=4590984-1&h=2600417267&u=http%3A%2F%2Fwww.thoughtworks.com%2F&a=site] da empresa.Siga-nos no [X|https://edge.prnewswire.com/c/link/?t=0&l=pt&o=4590984-1&h=2383680251&u=https%3A%2F%2Fx.com%2Fthoughtworks&a=X], [LinkedIn|https://edge.prnewswire.com/c/link/?t=0&l=pt&o=4590984-1&h=2976536815&u=https%3A%2F%2Fwww.linkedin.com%2Fcompany%2Fthoughtworks&a=LinkedIn] e [YouTube|https://edge.prnewswire.com/c/link/?t=0&l=pt&o=4590984-1&h=2519321262&u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fuser%2FThoughtWorks&a=YouTube].Contato com a mídia:

Lori Moscatelli ([https://mma.prnewswire.com/media/1554341/5706442/ThoughtWorks_v1_Logo.jpg|mailto:lori@tramaweb.com.br" rel="nofollow" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">lori@tramaweb.com.br) ou Kathrin Jansing (Kathrin.jansing@thoughtworks.com)

Sobre o estudo

A pesquisa foi conduzida pela Censuswide entre setembro e outubro de 2025. Foram entrevistados 3.500 tomadores de decisão de TI e executivos de alto escalão, além de 3.502 consumidores em sete mercados globais. A Censuswide segue o código de conduta da Market Research Society e os princípios da ESOMAR.

Outras conclusões do estudo

1. Qual o nível de confiança das empresas de que elas estão à frente da concorrência no uso de IA para crescimento?

Globalmente, 61% das organizações acreditam estar à frente de seus pares do setor na captura de valor impulsionado por IA. A Índia apresenta o maior nível de confiança, com 78%, seguida pelo Brasil, com 76%.

2. Qual a extensão do FOMO (medo de ficar de fora) da IA entre os líderes empresariais?

O FOMO da IA é real. Em todo o mundo, 56% dos executivos afirmam sentir pressão competitiva para adotar a IA rapidamente. Singapura apresenta o maior nível de ansiedade, com 66%, seguida pela Índia, com 62,8%.

3. Qual o papel de uma estratégia de IA clara na adoção bem-sucedida?

Uma estratégia de IA clara é tanto a maior barreira quanto o maior acelerador para as organizações. Globalmente, 29% das empresas afirmam que a falta de uma estratégia é o principal obstáculo para concretizar todo o potencial da IA. Ao mesmo tempo, 45% dizem que uma estratégia clara é o fator mais importante para escalar a IA com sucesso, seguida pela infraestrutura tecnológica com 35% e dados de alta qualidade com 31%.

4. Qual é, segundo as empresas, o maior impacto das iniciativas de IA bem-sucedidas?

Globalmente, o valor vitalício do cliente aumentou para 17% das organizações devido à IA. Singapura lidera com 23%, seguida pela Índia com 20%.

5. O que motiva as empresas a serem transparentes sobre o uso da IA?

O principal motivador global é a construção da confiança do cliente e da fidelidade à marca, citado por 30% das organizações. O Brasil lidera com 37% e a Índia com 36%.

6. Quais países estão passando mais rapidamente da eficiência para o crescimento?

A Índia e o Brasil mostram a mudança mais forte, com mais de 92% concordando que sua estratégia de IA passou para o crescimento e a inovação. A Austrália é o país com a mudança mais lenta, com apenas 62,8% relatando a transição, o que está bem abaixo da média global de 77%.

7. Quais mercados esperam os maiores ganhos de receita com IA?

A Índia e o Brasil antecipam o maior impacto na receita, com 49,2% esperando que a IA proporcione um aumento de mais de 15% em cinco anos. A Alemanha é muito mais cautelosa, com 28,8%, e a Austrália, com 20%.

8. Onde a criação de empregos por IA é mais forte?

A Índia lidera com 57,1% das organizações relatando um aumento líquido nas funções criadas por meio da colaboração entre humanos e IA. O Brasil vem em seguida, com 50%. Os Estados Unidos estão com 36%, e a Austrália, com 33%.

9. Quais países demonstram o maior comprometimento com a IA agêntica?

A Índia lidera novamente, com 48,6% citando a IA agêntica como um futuro foco principal. Singapura vem em seguida, com 40,8%. O Brasil está notavelmente mais abaixo, com 28,2%.

10. Onde as organizações se sentem mais limitadas pela regulamentação?

O Brasil enfrenta a maior pressão regulatória, com 28% citando a regulamentação como a principal barreira para a realização de todo o potencial da IA. Este valor é significativamente superior à média global e muito superior aos 9,6% da Índia e aos 11,9% dos Estados Unidos.

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FONTE Thoughtworks


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