Em cenário de juros altos e incerteza geopolítica, instituição combina carteiras elaboradas de renda fixa local e alternativas fora do Brasil para responder à busca por segmentação
Área de captação e investimento do BV apoia clientes na busca por soluções diversificadas
O atual cenário de baixa previsibilidade no Brasil, com juros elevados, tensões geopolíticas e calendário eleitoral, tem levado os investidores a buscar estratégias mais consistentes, com qualidade de crédito, gestão de prazos e amplitude geográfica. Nesse território, o banco BV posiciona sua área de captação e investimentos, combinando soluções locais e internacionais para atender investidores corporativos, institucionais e pessoas físicas, respeitando diferentes objetivos de alocação e horizontes de investimento.
“O ponto de partida é um mercado líquido”, destaca Fernanda Ranciaro, gerente-executiva de Captação Local na tesouraria do banco BV. “Existem oportunidades tanto na alocação quanto para quem vem ao mercado captar. O primeiro trimestre registrou captação líquida relevante, com o segmento de dívida somando cerca de R$ 360 bilhões em emissões no primeiro semestre”, afirma.
Para Thiago Oliveira, gerente de Captação e Estruturação Internacional do banco BV, o Brasil está sólido e tem uma posição privilegiada. “Conseguimos formar alianças com diversos países, e essa habilidade faz diferença também para os investimentos”, diz.
Mercado nacional
No Brasil, a renda fixa mantém o protagonismo, mas com carteiras mais elaboradas. Além de CDBs, LCIs e LCAs, ganharam espaço letras financeiras, debêntures, CRIs, CRAs e operações compromissadas voltadas à gestão de caixa corporativa, como explica Ranciaro. “Cada vez mais o investidor corporativo busca giro de caixa com diversificação de portfólio e, ao mesmo tempo, uma visão de risco voltado ao segmento bancário.”
O movimento chegou também aos produtos estruturados: FIIs, Fiagros e FIDCs entraram na rotina de alocação. Do lado dos emissores, letras financeiras debêntures ampliam as fontes de financiamento e o acesso a capital, e alongam prazos. “O mercado é cíclico, então olhar o prazo médio da posição e a qualidade do crédito dos ativos é importante. Vale avaliar os patamares de juros locais e externos, entender o perfil de risco da carteira e identificar oportunidades de momento de curva.”, destaca a executiva.
Fronteira internacional
Do lado externo, a mudança de comportamento é mais visível, aponta Oliveira. “Antigamente, era muito comum o brasileiro que enviava recursos para fora investir no mesmo papel e no mesmo risco que já conhecia. Hoje, a mentalidade mudou para uma segmentação relevante, em busca de retorno com risco adequado”, afirma. Para Thiago, a diversificação de risco-país em moeda forte é o primeiro argumento: “O real apresenta maior volatilidade em determinados momentos, e o investidor que vai para fora encontra uma estabilidade maior. As soluções offshore entram como complemento às estratégias locais, somando desconcentração, proteção patrimonial e acesso a oportunidades internacionais”.
Nesse conjunto também estão os depósitos a prazo no exterior, que aliam previsibilidade de remuneração e moeda forte, alternativas mais indicadas a quem já tem o portfólio local estruturado e quer estabilidade na parcela internacional. Segundo Ranciaro, a dose de cada componente, porém, depende do desenho da carteira. “É importante entender qual é o seu perfil de risco e qual é o perfil de alocação que se quer ter, e organizar essa dinâmica de maneira construtiva”, ressalta.
Para os próximos anos, os executivos apontam na mesma direção: pulverização de fontes, seleção de crédito e presença nos dois mercados. “Cada vez mais é importante essa diversificação, olhando a gestão de portfólio”, conclui Ranciaro.