RELEASES EMPRESARIAIS

TERÇA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2017 - Horário 11:34

Baleia Azul – o empoderamento da ignorância e da desestrutura familiar
Auto-Ajuda / Nas recentes semanas, a Baleia Azul (Blue Whale) tem sido um dos temas preferidos entre pais, mães, professores, Terapeutas e até curiosos. Todos muito preocupados com os efeitos devastadores de um jogo que parece ter se iniciado com uma notícia falsa atribuída ao jornal russo Novaya Gazeta. Isso é questionável pois este parece ser um conceituado jornal, conhecido em seu país por sua cobertura crítica e investigativa dos assuntos políticos e sociais russos, já tendo recebido alguns prêmios que reforçam sua credibilidade. Eu confesso que nunca li este jornal (até porque não entendo russo e este jornal parece não ter versões em outros idiomas), mas pelas referências que consegui dele, penso que o mais provável é que este jornal tenha noticiado um fato real que foi a criação (provavelmente em 2013, mas com mais ênfase a partir de 2015) de uma rede de aproximadamente cinquenta pessoas (participantes do VK = Vkontakte, espécie de Facebook russo) que iniciaram trocas de mensagens que estipulavam "tarefas a serem cumpridas". Entre as quais, não dormir, fotografar-se assistindo a filmes de terror, se automutilar, desenhando baleias no próprio corpo com instrumentos cortantes e, ao final dos cinquenta desafios, cometer suicídio, para "ganhar o jogo".

Atribui-se a criação deste jogo ao jovem russo Philip Budeikin de 21 anos de idade. Ele teria começado esta troca de mensagens entre o grupo em 2013 sendo o "mentor" até 2015 e, segundo algumas notícias também desencontradas, já estaria preso desde esta época, ou seja, teria sido preso desde 2015 por esta e outras ações consideradas criminosas. Algumas notícias o citam como Phillip, The Fox (Phillip, a raposa) e afirmam que ele foi preso em São Petersburgo, em novembro de 2016, após ser investigado e apontado como responsável pela organização de oito grupos que incentivavam jovens ao suicídio na rede social russa Vkontakte. Estes grupos teriam levado quinze adolescentes ao suicídio entre 2013 e 2016. Porém, nestas notícias nada se cita sobre o jogo Baleia Azul. Apesar do desencontro de datas e afirmações, o que se tem certeza é que este jovem já está preso há tempos e mesmo assim, os suicídios parecem aumentar dentro deste "jogo". Se isso, de fato, se comprovar, então este "jogo" é mais nocivo do que se imagina, visto que consegue "caminhar sozinho" sem necessidade do mentor coordená-lo.

É neste ponto que quero chegar e analisar: de fato, este é um jogo perigosíssimo que caminha sozinho sem que ninguém possa detê-lo, mas este jogo não se chama "Baleia Azul" nem tem um mentor específico. Este jogo é iniciado pela ausência de diálogo e cuidados na família. Os jovens crescem em meio a uma total desestrutura, sem a presença dos pais. Em busca de uma vida material cada vez mais confortável, muitas vezes, os pais trabalham muito além de seus limites, conseguem viver com muito conforto, oferecem aos filhos o que a tecnologia proporciona de melhor e mais avançado, porém esquecem-se do básico. A segurança que a presença física dos pais proporciona, o interessar-se em fazer, ao menos, uma refeição diária junto aos filhos, um passeio (ou atividade) em família (periodicamente), o perguntar "como foi seu dia?", o diálogo, o carinho, a compreensão diante de uma nota mais baixa ou um fracasso qualquer, o sorriso de bom dia, a recepção calorosa ao chegar... Atitudes que não custam nada mas valem muito. E estas atitudes não são importantes só para as crianças, são importantes para todos que convivem em família. Sentir-se amado e aceito é mais importante do que qualquer presente ou bem material.

* Falta de informação ou desinteresse pelo tema?

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